| Uma pausa de mil compassos. |
[19 Dec 2006|02:33pm] |
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No Feelings - Sex Pistols |
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Título: Uma pausa de mil compassos. Autora: Carolina Barin Shipper: Pierre/David Censura: R Gênero: Slash, Romance Terminada: Sim Capítulos: 1 Beta - reader: Carolina Barin
Ele cantava aquela melodia da forma mais suave que podia. Deixava cada garota da platéia louca, e entre uma música e outra me mandava beijinhos no ar. Ele era Pierre Bouvier, e o vocalista da minha banda e meu melhor amigo. Apenas isso.
Nós tínhamos 17 anos e uma vida inconseqüente. Garotas, drogas, sexo, diversão, e mais nada. Não estudávamos, ganhávamos míseros centavos com a nossa banda, e éramos felizes.
Tínhamos ao menos uma apresentação por semana, quando não tínhamos onde tocar, íamos para algum bar. E foi num desses que tudo mudou. Eram 11 horas da noite e já estávamos bêbados, o álcool estava nos deixando loucos, o barulho nos deixava surdos, e a fumaça dos cigarros deixava tudo turvo. Algum louco estava no palco bebendo e cantando clássicos de David Bowie – muito mal por sinal, e eu já estava louco para dançá-los.
- Dave? –Ele me chamou. Virei em sua direção e fiquei com o rosto próximo ao dele. – Vamos embora? –Ele pediu enquanto eu sentia o cheiro de álcool vindo da boca dele. Fiz que sim com a cabeça e o segui para algum lugar. Depois disso só me lembro de acordar nu ao lado dele na minha cama.
Passamos aquela manhã falando que não éramos gays, e que não fazíamos idéia do que havia acontecido. Ele jurava que não lembrava nem de ter me chamado para sair do bar, e dizia que o lance dele era pegar garotas. Eu dizia que não sabia por que estávamos na minha casa, e que estava bêbado desde as 6 horas da tarde.
Os próximos dias se resumiram à alguns comprimentos formais que não passavam de apertos de mãos, e nossos assuntos se acabavam na banda. Fomos profissionais pela primeira vez na vida. Apenas nos próximos dias, porque me lembro de duas semanas depois estarmos nus novamente. Dessa vez foi depois do nosso maior show até então. Estávamos todos felizes, a banda inteira irradiava alegria.
Pierre veio falar comigo, e com um pedido de desculpas me deu um selinho. Disse que foram os piores dias da sua vida e que me queria de volta. E por mais sóbrio que eu estivesse só lembro de ter acordado com ele.
Ele ainda canta aquela melodia da forma mais suave que pode. E ainda deixa cada garota da platéia louca. Continua me provocando entre uma música e outra me. Ele ainda é Pierre Bouvier, o vocalista da minha banda, meu melhor amigo, e melhor amante.
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| IT ENDS TONIGTH -songfic |
[19 Dec 2006|01:48pm] |
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lazy |
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No Love - The Get Up Kids |
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Título: -I ends Tonigth (SONGFIC) Autora: Carolina Barin Shipper: Pierre/David Censura: R Gênero: Slash, Drama xarope Terminada: Sim Capítulos: 1 Outras Fics: Sim Beta - reader: Carolina Barin
Suas sutilezas Enforcam-me Eu não posso me explicar E tudo que quer E tudo que precisa Eu não quero mais precisar
- Esses seus abraços falsos de amor me enforcam. –Eu disse tentando empurra-la de mim. -Não seja tolo, David. Nunca ninguém negou nada de mim. –Ela respondeu-me como se fosse óbvio. -Já faz cinco meses que eu nego você, Anne. –Respondi sentando-me no sofá, procurando o controle da televisão. -Aposto que ele não nega sua esposa. –Ela disse sentando ao meu lado. Eu sorri com sutileza. –Você não se preocupa em saber que ele quebrou promessas? -Eu não quero mais precisar dessa preocupação. –Respondi calmo. –Não vou mais precisar delas.
As paredes começam a respirar Minha mente se desembaraça Talvez seja melhor você me deixar sozinho Um peso é levantado Nesta noite Eu dou o último suspiro Quando a escuridão se tornar luz Isso terá fim hoje à noite Isso terá fim hoje à noite
Nós tínhamos um plano. Eu e ele. Era um plano perfeito. Desconfiava que Anne soubesse e estava tentando parecer inocente. Eu sentia que até as paredes estavam ganhando vida, e estavam todos sabendo o que planejávamos. -No que tanto pensa? –Ela disse me tirando do meu transe. -Talvez seja melhor eu ficar sozinho. Com licença. –Disse me retirando da sala e indo a direção ao quarto de hospedes. Eu ouvi passos e tranquei a porta. Ela forçou a fechadura três vezes e saiu. Eu sabia que naquela noite, um peso sairia das nossas costas. E que ao amanhecer, a cortina cinza deste mundo se enrolaria, e tudo se transforma em vidro prata...
Uma estrela cadente Pelo menos eu caio sozinho Eu não posso explicar o que você não pode explicar Suas coisas achadas que você não sabia[ Eu olho pra você com tanto desprezo
Direcionei-me a janela. A noite não podia estar mais linda. Um céu estrelado e uma lua crescente. Eu não conseguia explicar o que sentia. Só pensava em como tudo ocorreria. Em como seriamos felizes juntos. Fiquei a observar a janela de seu quarto por muito tempo. Ele também estava lá, eu não tinha certeza, mas podia perceber que ele me olhava. Eu podia sentir seu cheiro, ouvir sua voz. -DAVID! VENHA PARA A NOSSA CAMA. –Anne gritou da porta. Abri-a e a encarei. -Eu vou dormir aqui. –Respondi firme. -Porque me olha com tanto desprezo? –Ela perguntou-me fazendo sentir pena dela por alguns segundos. Não era a primeira vez que ela se fazia de vitima, sempre a mesma ladainha e na outro dia ela voltava a ser a puta desprezível de sempre. -Boa noite Anne. –E lhe dei um beijo no rosto. O primeiro beijo depois do nosso casamento. Fechei a porta e apoiei minhas costas nela. Escorreguei até o chão. Estava sentindo medo.
As paredes começam a respirar Minha mente se desembaraça Talvez seja melhor você me deixar sozinho Um peso é levantado Nesta noite Eu dou o último suspiro Quando a escuridão se tornar luz Isso terá fim hoje à noite Isso terá fim hoje à noite Só um pouco de perspicácia faria isso certo É muito tarde para lutar Isso terá fim hoje à noite Isso terá fim hoje à noite
Quando voltei à janela, vi um vulto saindo de seu prédio. Era ele, eu sabia. Ele fez um sinal. Pulei a janela [n/a: é uma casa, no térreo =_=] e fui ao encontro dele. -Pierre... –Eu disse enquanto selava meus lábios aos dele. O olhei fixamente. Ele sorriu. -Vamos? –Ele disse rindo. -Claro, mon amour. –Disse pegando na sua mão, e rindo levemente. -Essa será a melhor noite de nossas vidas. –Pierre andava ao meu lado na direção daquele pequeno lugarejo, que ficava perto do mar. Ele parecia animado. -Eu tenho medo... –Respondi choroso. -É muito tarde pra lutar, meu pequeno. -Então, acaba hoje? –Eu perguntei me abraçando nele. -Será perfeito. –Eu podia o ver sorrir, o que me fez sorrir abertamente. -Como eu te amo Pierre. –Respondi com a boca próxima à dele. -Não tanto quanto eu te amo. –Ele disse me beijando. Eu sentia que isso seria a coisa certa a se fazer.
Agora eu estou do meu próprio lado É melhor do que estar do seu lado É minha culpa quando você está cega É melhor que eu veja através dos seus olhos Todas essas verdades trancadas aqui dentro Agora você é o primeiro, a saber Quando a escuridão se tornar luz Isso terá fim hoje à noite Isso terá fim hoje à noite Só um pouco de perspicácia faria isso certo É muito tarde para lutar Isso terá fim hoje à noite Isso terá fim hoje à noite
- Você vai estar do meu lado, certo? –Eu disse inseguro. -Estarei do meu lado. –Eu me afastei dele. –Que é o seu lado... –Ele sorriu. -E se não fosse? –Eu perguntei. -Aí você estaria sozinho. –Ele respondeu calmo. -Então eu estou com você. –Sorri e lhe abracei. Chegamos ao lugar mudos. A nossa frente o sol iria nascer dentro de algumas horas. Estávamos sentados, e lá em baixo de nossos pés estava o mar. [n/a: tipo nesse meu desenho feioso aqui ó: http://i107.photobucket.com/albums/m302/cahbarin101/omg.jpg ] -Eu não quero que você faça isso por mim. –Ele disse preocupado. –Se você não quiser, pode ir. -Eu quero, quero fazer isso. Quero mesmo. –Sorri, e o vi sorrir também. Pierre me deu um beijo calmo. -Olha o sol. Está nascendo. –Ele disse sorrindo e me abraçando. –A escuridão da noite, virou luz. Assim como a escuridão dessa nossa vida vai virar luz. –Ele me fitou. –Você quer mesmo? -É tarde para lutar. –Eu respondi ficando de pé e sorrindo. -Seremos cúmplices um do outro. –Ele disse se colocando ao meu lado em pé também. -O mar será o primeiro que ficará sabendo. –Eu disse olhando o sol. Ele me beijou novamente. Eu suava frio, e estava tenso. Eu queria continuar, mas tinha medo. Medo da dor, do sofrimento. Medo que algo aconteça errado. -Eu te amo... Para todo o sempre. –Eu disse. -Eu também te amo. E irei te amar mesmo depois de hoje. Pierre foi para traz, me chamou para perto dele e pegou na minha mão. -Não tenha medo. –Ele disse beijando minha mão. E então nós corremos. Corremos em direção àquele mar, corremos como crianças. Corremos e pulamos, pulamos o mais alto que conseguimos. E então nós voamos, voamos por alguns longos segundos. E então a escuridão, virou luz. Agora tudo havia acabado.
*~
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| WHO KNEW - songfic |
[19 Dec 2006|12:50pm] |
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devious |
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Little Razorblade - The Pink Spiders |
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Título: Who Knew (SONGFIC) Autora: Carolina Barin Shipper: Pierre/David Censura: R Gênero: Slash, Drama xarope Terminada: Sim Capítulos: 1 Beta - reader: Carolina Barin
Você pegou minha mão Você me mostrou como Você me prometeu que ficaria por perto uh huh. Tá certo... Eu absorvi suas palavras E eu acreditei Em tudo Que você me disse Yeah huh Ta, certo
Você voltou, Pierre. Três anos depois você voltou. Você se lembra? Do nosso primeiro beijo? E de quando nossos pais descobriram? Você segurou minha mão e disse que tudo ia ficar bem, enquanto eu chorava e você, hipocritamente fingia ser forte. Eu acreditava em tudo que você falava: “Nós vamos fugir, meu pequeno. Nossa vida será um conto de fadas com direito a felizes para sempre.” “Tudo vai melhorar, nós teremos nossa vida bem longe daqui. Vamos adotar uma criança. Você sempre quis ter uma criança.” “Eu te amo” “Eu nunca vou te deixar.” “Para sempre” Eu acreditei Pierre. Eu acreditei durante cinco anos. Durante cinco longos anos. Eu acreditei cegamente em tudo isso.
Se alguém dissesse que daqui á três anos Você iria embora Eu me levantaria e socaria ele Porque eles estariam errados Eu sei melhor Porque você disse "para sempre" E sempre Quem sabia?
Muitos amigos nossos falaram que eu devia abrir meus olhos. “Dave, seja realista” Derick disse para mim. “Ele vai voltar, eu sei que vai” Eu rebati. “Ele vai voltar, mas não será para você” Desde então, eu não falo com ele. Porque eles estavam errados. Para mim estavam TODOS errados. Eu sabia que você voltaria. Você tinha dito para sempre. Para SEMPRE . Como eu iria saber que você faria isso? Devíamos ter terminado naquele dia, quando sua mãe nos viu, talvez depois nós poderíamos voltar. Mas novamente você mentiu: “Ela vai entender...” Entendeu tão bem que mandou você para a França, por 3 anos. E o tolo esperou.
Lembra-se quando nós éramos tão bobos E tão convencidos e tão, tão legais. Oh no No no Eu queria poder te tocar de novo Eu queria poder ainda te chamar de amigo Eu daria qualquer coisa Quando alguém disse seja agradecida Por aqueles que já não estão por perto Eu acho que eu não sabia como Eu estava totalmente errada Eles sabiam melhor que eu Você ainda disse "para sempre" E sempre Quem diria?
Lembra quando éramos bobos, convencidos? Nosso primeiro ano de namoro. Era tudo perfeito, eu podia acreditar que duraria para sempre. Todas as vezes que saiamos no meio da aula e íamos para o banheiro. Ou quando nós nos provocávamos na sala de aula mesmo. Ou quando íamos um na casa do outro. Eu queria poder te ver novamente. Não dessa forma covarde. Eu gostaria de te ver, te tocar, chamar você de tudo que eu lhe chamava antes. Todos aqueles apelidos bobinhos que colocávamos um no outro. Eu deveria ter tomado decisões melhores. Nós deveríamos. Eu deveria ter sido melhor, mesmo quando você estava na França, mas não sabia como. Nunca soube como. Achava que eu estava certo. Mas não estava. Eles estavam certos. Estava cego, e queria acreditar no seu “para sempre”, no seu “eu te amo”. Quem diria para um tolo apaixonado que ele estava errado? Esse tolo já estava perdido.
Yeah yeah Eu te manterei trancado em minha mente Até nós nos encontrarmos novamente Até nós... Até nós nos encontrarmos novamente E eu não te esquecerei, meu amigo O que aconteceu Se alguém dissesse que daqui a três anos Você iria embora Eu me levantaria e socaria eles Porque eles estariam enganados Aquele último beijo Que eu apreciarei Até nós nos encontrarmos novamente E o tempo torna Mais difícil Eu queria poder me lembrar Mas eu mantenho Sua memória Você me visita em meus sonhos Meu querido Quem sabia Meu querido Meu querido Quem sabia? Meu querido Eu sinto sua falta Meu querido, Quem sabia?
Você vai ficar vivo na minha memória. Mas eu não vou esquecer de nada. Nada. Tudo que aconteceu, vou lembrar de tudo. Porque afinal, três anos depois, você não voltou para mim. Não. E quantas vezes eu briguei, por você. Aquele nosso último beijo, eu vou guardar, para sempre. Mas não, o meu para sempre não será como o seu. Você mesmo havia dito que éramos diferentes. Percebo que somos mesmo. Nos meus sonhos eu vou te ver. Todas as noites, no meu sonho você aparece, e creio que será assim, por muito tempo. O tempo vai apagar você, mas não as nossas memórias. Você dizia para aproveitarmos. Mas agora eu pago os meus pecados por ter acreditado que só se vive uma vez¹. Meu querido, eu te amo e sinto a sua falta. David Desrosiers.
Dois rapazes liam um bilhete que fora largado por debaixo da porta. Ele estava amassado, e levemente borrado, provavelmente por lágrimas. A letra estava tremida e feia. - Patético Pierre. –Um disse para o outro. Ele não respondeu. –Você ainda o ama? - Não mais, Nick. –Pierre mentiu. - Ótimo –Nick respondeu o puxando pela gola para um beijo, que foi retribuído. Ao lado da porta, um garoto com uma franja caído no rosto estava sentado no chão chorando.Ele havia ouvido tudo. E estava repetindo para si mesmo: “Para sempre”
¹: frase da música O PREÇO; do Engenheiros do Hawaii *~
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